O dev júnior morreu? Não — a definição mudou.
A própria definição de "dev júnior" precisa ser repensada. Na prática, essa função, como concebida nos últimos 20 anos, tende a desaparecer.
A combinação experiência + visão de produto + algum domínio técnico se torna extremamente poderosa quando amplificada por IA. O sênior não entrega mais por escrever código melhor — entrega mais por entender o sistema, o contexto do projeto, os trade-offs e as necessidades do produto, e conseguir orientar a IA nessa direção.
O novo treinamento
Treinar juniores para passar anos corrigindo bugs ou implementando tarefas isoladas perde sentido quando uma IA faz isso em minutos. O treinamento precisa migrar para algo mais próximo de:
- Entender profundamente o problema do usuário.
- Compreender o produto e seus objetivos.
- Identificar melhorias incrementais no sistema.
- Estruturar boas soluções e saber orientar ferramentas de IA para implementá-las.
Se o júnior começa aprendendo a pensar em produto e sistema, ele gera valor mais cedo — e desenvolve mais rápido a experiência que antes levaria anos para acumular.