Proficiência em IA virou diferencial competitivo
Hoje vivi um caso que resume bem uma tese: proficiência em IA virou diferencial competitivo. E quem ainda trata IA como assunto de TI vai descobrir tarde demais.
Um contato me procurou em crise: o e-commerce da empresa havia sido comprometido e usuários estavam sendo redirecionados para fora do site. Ele buscava orientação ou indicação de alguém para resolver.
Três minutos, três passos
Ainda na ligação, abri uma IA no navegador. A lógica foi simples:
- Pedi para minha IA avaliar possíveis causas, partindo da hipótese de script injection.
- Pedi para navegar pelo site, coletar evidências até o redirecionamento e encontrar o provável culpado.
- Pedi um relatório técnico com evidências, explicação e sugestão de solução.
Em poucos minutos, tínhamos identificado um script suspeito carregado no início da página, chamando um endpoint externo. Com evidência técnica suficiente para orientar a correção.
Isso aconteceu em uma empresa grande. O problema passou por agência, produto, diretoria e dezenas de pessoas. Provavelmente todos têm acesso a uma IA — e mesmo assim, ninguém teve a proficiência para transformar uma crise confusa em investigação objetiva.
O que IA expõe
Eu não fiz nada brilhante. Só soube formular hipótese, pedir investigação, validar evidências e transformar resposta em ação.
Vejo executivos cobrando seus times para "usarem IA". Mas, na hora da crise, fica claro que eles mesmos não sabem usar — e, por isso, também não sabem cobrar:
- Não sabem diferenciar uso cosmético de ganho real.
- Não sabem pedir evidências.
- Não sabem avaliar profundidade técnica.
- Não sabem conduzir o problema.
Como meu pai sempre diz: só sabe mandar quem sabe fazer.
IA não substitui liderança. Mas expõe rapidamente quem lidera sem entender o trabalho.